Dois policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foram baleados na Avenida Brasil em um ataque a tiros de traficantes da Favela do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no fim da manhã desta quarta-feira (8).
Após a emboscada, centenas de agentes entraram na comunidade. Em consequência, escolas e unidades de saúde fecharam por segurança. Dois homens foram presos.
Às 13h20, o sentido Centro da Avenida Brasil foi interditado para o trabalho da perícia.
‘Ataque covarde e brutal’, diz secretário
O secretário de Polícia Civil do RJ, Delmir Gouveia, classificou como “covarde” e “brutal” o ataque a tiros contra os agentes.
Segundo o secretário, as equipes da Polícia Civil continuam atuando na região porque os criminosos retornaram para o interior da comunidade após o ataque.
Delmir Gouveia também afirmou que a Polícia Civil trabalha diariamente no combate ao crime e na defesa da população do estado do Rio de Janeiro.
Criminosos abriram fogo
Quatro agentes da DHBF estavam em um carro descaracterizado e seguiam para uma ação de reconhecimento na região do Muquiço, quando foram atacados a tiros por criminosos. A equipe fazia o levantamento de informações para planejar o cumprimento de um mandado judicial.
No ataque, 2 inspetores, um homem e uma mulher, foram atingidos. Eles foram levados para o Hospital Municipal Albert Schweitzer. O agente foi internado com um tiro na cabeça em estado gravíssimo. A policial, atingida na perna, seguia com quadro estável.
Pelo menos 30 viaturas de diferentes delegacias e veículos blindados chegaram em reforço, e equipes avançavam pela comunidade para prender os autores dos disparos. Dois helicópteros da instituição sobrevoavam a região a baixa altura.
“A Polícia Civil reforça que ataques contra agentes de segurança pública representam um ataque direto ao Estado e seguirá atuando de forma firme e permanente no combate às facções e na repressão a criminosos”, declarou a instituição.
Inicialmente, havia a informação de que um veículo da Secretaria Estadual de Polícia Penitenciária (Seppen) havia sido atacado — foi o oposto: a Seppen auxiliou os agentes.
Impactos
O Rio Ônibus informa que 36 linhas foram afetadas e estão enfrentando atrasos:
- 300 (Sulacap-Candelária)
- 369 (Bangu-Candelária)
- 378 (Marechal Hermes-Castelo)
- 384 (Pavuna-Passeio)
- 386 (Anchieta-Candelária)
- 388 (Cesarão-Candelária)
- 393 (Bangu-Candelária)
- 397 (Campo Grande-Candelária)
- 399 (Pavuna-Passeio)
- SV624 (Mariópolis-Praça da Bandeira)
- 669 (Pavuna-Méier)
- SV669 (Pavuna-Méier)
- 737 (Santíssimo-Cascadura)
- 753 (Santa Cruz-Coelho Neto)
- 754 (Santa Cruz-Terminal Deodoro)
- 756 (Santa Cruz-Coelho Neto)
- 757 (Sepetiba-Coelho Neto)
- SP759 (Cesarão-Terminal Deodoro)
- 759 (Cesarão-Coelho Neto)
- 764 (Catiri-Terminal Deodoro)
- 765 (Mendanha-Terminal Deodoro)
- 770 (Campo Grande-Coelho Neto)
- 771 (Campo Grande-Coelho Neto)
- 777 (Padre Miguel-Madureira)
- 785 (Marechal Hermes-Cascadura)
- 790 (Campo Grande-Cascadura)
- SV790 (Campo Grande-Cascadura)
- 796 (Campo Grande-Terminal Deodoro)
- 798 (Campo Grande-Terminal Deodoro)
- 799 (Pavuna-Bangu Shopping)
- 853 (Mato Alto-Terminal Deodoro)
- SV853 (Mato Alto-Terminal Deodoro)
- 908 (Term. Deodoro-Bonsucesso)
- 926 (Senador Camará-Penha)
- 2303 (Cesarão-Castelo)
- 2336 (Campo Grande-Castelo)
A Secretaria Estadual de Educação informou que as aulas foram suspensas em 2 colégios na região.
A Secretaria Municipal de Educação avisou que as escolas funcionam normalmente e que as atividades seriam encerradas “assim que fosse possível sair em segurança”.
A Secretaria Municipal de Saúde disse que uma unidade de atenção primária suspendeu o funcionamento para a segurança de profissionais e usuários, e outra avaliava a possibilidade de abrir. Visitas domiciliares foram suspensas.
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Policiais são baleados na Favela do Muquiço, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo
Fonte: G1









