MPRJ deflagra operação contra esquema de corrupção de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole; presidente do órgão é preso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros, que investiga um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia vinculada ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, contratos irregulares que somam R$ 86 milhões teriam sido firmados pelo órgão desde 2022.

Até a última atualização, cinco pessoas haviam sido presas, entre elas o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, e a ex-fiscal do instituto Caroline Soares Barros, apelidada pelos investigadores de “Mulher da Mala”. Outro alvo da operação, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), é considerado foragido.

Ao todo, o Ministério Público cumpriu seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ), que denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Quem são os principais alvos

Entre os investigados estão:

  • Davi Perini Vermelho (Didê) – presidente do Instituto Rio Metrópole;
  • Caroline Soares Barros – ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, apontada como responsável por sacar grandes quantias em dinheiro vivo;
  • Franquis Dias Nepomuceno – delegado de polícia e diretor do IRM, apontado como proprietário da empresa de vigilância Rioforte;
  • Marcelo Lopes da Silva – procurador do Estado e ex-procurador-geral do IRM;
  • Amanda Íthala Santos da Paschoa – gestora de contratos do instituto e nora de Mauricio Knoploch;
  • Mauricio Silva Knoploch dos Santos – diretor de Planejamento e Projetos do IRM, considerado foragido.

Até a publicação desta reportagem, a TV Globo informou que tentava contato com as defesas dos denunciados.

Como funcionava o esquema

Segundo o Ministério Público, o esquema começou a partir de licitações supostamente fraudulentas e direcionadas realizadas desde 2022.

As empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria venceram contratos milionários com o Instituto Rio Metrópole. Em seguida, parte dos recursos era transferida por meio de subcontratos considerados fictícios para o Brazilian Institute of Organic (Instituto Bio), empresa ligada à ex-fiscal Caroline Soares Barros.

De acordo com a investigação, os valores eram posteriormente sacados em espécie por Caroline, sempre acompanhada por funcionários da empresa de segurança Rioforte.

Os investigadores apontam ainda que os contratos receberam aditivos milionários. Apenas em 2023, um dos contratos firmados com a Engeconsult teve um aumento de R$ 58 milhões.

A “Mulher da Mala”

Caroline Soares Barros ficou conhecida durante as investigações como “Mulher da Mala”.

Em janeiro deste ano, ela foi abordada por agentes da 110ª Delegacia de Polícia (Teresópolis) ao sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária da cidade, transportando o dinheiro em malas e acompanhada por seguranças da Rioforte.

As investigações apontam que ela realizou 13 saques, que somaram mais de R$ 3 milhões.

Auditoria deu origem à investigação

Em nota, o Governo do Estado informou que a operação é resultado de uma auditoria interna determinada pela gestão do governador em exercício, Ricardo Couto, que identificou indícios de irregularidades nos contratos do Instituto Rio Metrópole.

Segundo o governo, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou as investigações até a deflagração da Operação Ouroboros.

“O relatório produzido pela auditoria foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou a apuração e deflagrou a operação. A atuação reforça o compromisso do Governo do Estado com a transparência, o controle dos recursos públicos e o combate à corrupção”, informou o Executivo estadual em nota.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e o destino dos recursos públicos supostamente desviados.

Fonte: G1

Tá na Rede Rj

Tá na Rede RJ é um portal dedicado às principais notícias do estado do Rio de Janeiro, levando informação rápida, acessível e confiável para você.

Posts relacionados

  • All Post
  • Blog Tá na Rede
  • Cidades
  • Esporte
  • Estado Rj
  • Geral
  • Mundo
  • opinião
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Sem categoria

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Clima Tempo
Edit Template

© 2026 Tá na Rede RJ Todos os Direitos Reservados

plugins premium WordPress