A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, nesta sexta-feira (25), três pessoas acusadas de envolvimento no assassinato da policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos, em Saquarema, na Região dos Lagos. Entre os presos estão a esposa da vítima, Catiana Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, e os pais dela, Adilson de Oliveira e Souza e Ana Teresa Rodrigues dos Santos.
Segundo a corporação, a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado porque Daniela desejava colocar fim ao relacionamento de 13 anos com Catiana, que não aceitava a separação.
De acordo com a Polícia Civil, após matarem a agente, os suspeitos utilizaram o próprio veículo da vítima para transportar e esconder o corpo. Durante as diligências, os policiais também apreenderam duas armas de fogo em posse do trio.
As buscas começaram após Daniela não comparecer ao plantão que deveria assumir às 9h desta sexta-feira. A ausência da policial levantou preocupação entre os colegas, que acionaram equipes da 124ª Delegacia de Polícia (Saquarema) para iniciar as investigações.
Com o apoio das centrais de monitoramento de Saquarema e de Iguaba Grande, os investigadores conseguiram rastrear o veículo da vítima, um Chevrolet Tracker branco, até uma residência localizada no bairro Cidade Nova.
Ao chegarem ao imóvel, os ocupantes afirmaram inicialmente que nenhum carro havia entrado na garagem da casa. No entanto, com o avanço das investigações, equipes da 124ª DP, coordenadas pelo delegado titular Vilson de Almeida, e da 129ª DP (Iguaba Grande) conseguiram acessar o local.
Na garagem, os policiais encontraram o veículo escondido e localizaram o corpo de Daniela já sem vida no interior do automóvel.
Após a confirmação do crime, a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) assumiu as investigações. A área foi isolada para a realização da perícia, e o corpo da policial foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames que deverão determinar oficialmente a causa da morte.
Os três suspeitos foram levados para a 124ª DP, onde tiveram a prisão em flagrante formalizada pelos crimes de feminicídio, fraude processual, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos.











